domingo, 23 de fevereiro de 2014

A tal "pior geração da história"

Dando continuidade aos meus devaneios, volto a falar de algo diretamente ligado a essa geração que citei na postagem anterior. Calma, não é perseguição. Afinal vocês são o futuro do país e, como pretendo viver muito ainda, só me restas confiar nos mesmos, sem querer tirar o meu da reta, claro, afinal de contas me sinto em dívida para com meu Brasilzão e sei que posso oferecer muito mais do que ofereci até hoje em prol do desenvolvimento. Como diz aquela propaganda lá: Pode confiar, aqui é Brasil (obs: volta Lucas!)

Costumo participar de alguns fóruns de discussão pelas internetes. Ler o que os outros escrevem sempre foi algo muito enriquecedor para mim, principalmente quando a opinião vem de gente como a gente, do povão.

Se puxarem pela memória, irão lembrar de um certo site que fez muito sucesso lá pela metade da primeira década dos anos 2000, que virou febre entre os brasileiros, que iniciou muita gente no mundo da internet. Esse site se chama orkut, hoje vocês tem vergonha dele né? Não querem nem lembrar mais daquela foto tomando banho na caixa d'água que postou lá em 2006, mas o fato é que ele possibilitou, digamos, ilustrar as pesquisas do IBGE, ali encontrávamos de tudo e todos. Apreciávamos a cultura popular (popular mesmo) brasileira!

Como rede social o orkut faliu, eu não recebo um scrap há mais de 2 anos. Porém o site não se restringia apenas a fotos, depoimentos e pedidos de amizades. Havia um outro mundo que muita gente "negligenciava": as comunidades! O layout simples dos fóruns facilitava o debate, havia disputa ferrenha por moderações das comunidades mais populares. Muita coisa aconteceu graças a agitação popular nesses fóruns. Cirurgias foram pagas, grupos sociais foram formados etc.

Enfim, hoje o orkut, ou orCult, para os sobreviventes, é ferramenta de debate e é lá que eu ouço muito a questão em torno desse nova geração de brasileiros: pré-adolescentes, adolescentes e pós-adolescentes (se isso existir), que são um bando de vagabundo, que o Brasil não tem futuro nas mãos deles, que só querem saber de farra e assim vai.

Até que ponto isso é verdade? Eu não vou aqui discutir e expressar minha opinião sobre a juventude em si, mas sim sobre o que eu acredito que levou a isso, muito simples: a popularização da internet. Hoje vivemos na era do "quanto mais like/ compartilhamentos melhor", sem medir a consequência de certos atos.

Eu me formei no ensino médio em 2002, no maior colégio público da cidade, estudei a vida inteira lá, bons tempos. Só fiquei triste quando não colocaram uma faixa em frente a ela me parabenizando por ter passado no vestibular de uma faculdade pública, sendo que era tradição isso. Mancada heim, Dona Neuza? Enfim, de uma coisa eu tenho certeza, se naquela época o acesso a internet fosse tão facilitado quanto é hoje e todas essas redes sociais, veríamos o mesmo cenário de agora. Então, o problema não é dessa geração em si, acho sim que fazem mau uso da internet, mas isso que vemos hoje é inerente ao ser humano. Com certeza se o facebook/ instagram tivesse sido lançado há 15 ou 20 anos, seria a mesma coisa.

Aproveito para deixar as duas primeiras dicas culturais desse blog, um filme e um documentário que tratam da famosa questão "na minha época não tinha dessas coisas": Primeiro - Meia Noite em Paris, de Woddy Allen e segundo o documentário A Opinião Pública (disponível no youtube), de Arnaldo Jabor, esse é da década de 60, o que torna mais engraçado ainda essa situação.


Obs: To sabendo que até hoje tem gente roubando fazenda vizinha em Colheita Feliz, heim!?




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